Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...

...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi...

...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...

...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...

...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...

...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi...

...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...

...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...

...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi...

...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
Recortei, em tempo-criança,
Um coração de papel,
E brinquei com a esperança
Dum amor sempre fiel.

De tanto andar junto ao peito
Do meu precoce namorado,
Acabou roto e desfeito,
Como o nosso ardor - apagado!

Escrevi, em tempo-ilusão,
Uma doce carta de amor,
E escondi do meu coração
A ameaça crua da dor.

Mas perdi-me nesse instante
Por não soltar o meu grito.
E a ferida, dilacerante,
Ainda hoje, em mim, a sinto!

Prendi-me, num tempo-jovem,
Numa teia de paixão carente,
E quis sonhar o meu homem
Sem ver seu fundo, de frente.

Deixei arrastar minh' alma
Na lama dum rio sem foz,
E só encontrei maré calma
No veludo da tua voz...

Senti, em tempo-efémero,
Sabor de terna comunhão,
O roçar de almas-gémeas,
No toque quente da tua mão.

Mas o fio do meu prumo
Feriu as cores do arco-íris,
E forcei o nosso rumo
Por entre as dores que não quis.

Olhei, em tempo-final,
As pegadas que deixei,
E vislumbrei um sinal
Do futuro que não sonhei...

O tesouro que amealhei
Parece ter novo brilho
Nas trevas que desflorei,
Ao desbravar meu caminho.

Guardo, no limiar do Tempo,
As riquezas partilhadas,
Das lágrimas que não lamento,
Das alegrias roubadas...
Apenas uma retrospectiva...
Do passado não vou lamentar,
as alegrias comigo ficam e são elas que
vou levar.




Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.
Viver é não conseguir.

Todas as viagens encurtam as distâncias que nos separam do fim.
Que fim terá a viagem se a viagem for desesperante?
Desespera quem espera?!
Desespera quem não tem espera?!
A partida é sempre uma espera.
Compasso de tempo!
Que compasso?
Se passo pelo tempo em constante viagem.
 
Olhai os rostos.
Que rostos!
Reparai nas mãos!
E nas roupas que cobrem ou encobrem as mazelas.
Que bonitas são elas!
Com vestidos de chita.
E os olhos?
Escolhos, tapados com alfinetes!
Alfinetes de dramas!?
Damas compenetradas nas carreiras adiando para sempre um filho…
 
Lê-se um livro que teima em viajar.
Já não há tempo para ler!
Já nem há tempo para amar!
Que tempo ainda terei para escrever?
Disfarço o caderno e traço a escrita!
Raia sobre este Tejo.