Todas as viagens encurtam as distâncias que nos separam do fim.
Que fim terá a viagem se a viagem for desesperante?
Desespera quem espera?!
Desespera quem não tem espera?!
A partida é sempre uma espera.
Compasso de tempo!
Que compasso?
Se passo pelo tempo em constante viagem.
Olhai os rostos.
Que rostos!
Reparai nas mãos!
E nas roupas que cobrem ou encobrem as mazelas.
Que bonitas são elas!
Com vestidos de chita.
E os olhos?
Escolhos, tapados com alfinetes!
Alfinetes de dramas!?
Damas compenetradas nas carreiras adiando para sempre um filho…
Lê-se um livro que teima em viajar.
Já não há tempo para ler!
Já nem há tempo para amar!
Que tempo ainda terei para escrever?
Disfarço o caderno e traço a escrita!
Raia sobre este Tejo.